Templos santos... lembrança para quem um dia gostou... hoje, para quem gosta. João Carlos Vespúcio - Formiga MG
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
domingo, 21 de outubro de 2018
Coronel
Gilberto de Freitas
Como
esquecer uma personalidade, como ele.
Homem
íntegro, de perfil astuto, porém de coração de ouro.
Quando
o vi pela primeira vez, percebi que seria uma amizade duradora, me identifiquei
muito com ele, com seu jeito de amar nossa cidade, pela luta da dignidade das
pessoas e com um brilho de viver e reviver histórias.
Muito
aprendi com ele. SEMPRE em suas visitas à Formiga, fazia questão de estar
comigo, andando pelos Cemitérios e contando histórias de cada um com uma
grandeza de detalhes.
Um
dia, ele me desafiou, disse que, apesar de eu ser uma pessoa extremamente
criteriosa e organizada, os Cemitérios que foram construídos a mais de 200
anos, estavam arrumados, limpos porém ainda não se encontravam organizados com
seus titulares,sem documentação, rindo disse: quero ver se você consegue mexer
neste “VESPEIRO”.
Esta
conversa, me lembro como se fosse hoje, me deu fôlego e ânimo para resolver
essa pendência que realmente ainda gerava transtornos. A crítica construtiva, o
desafio se tornaram missão e eu aceitei.
Quando
foi lançado o cadastramento, onde cada proprietário teria que procurar o setor
para cadastrar os túmulos, qual foi minha surpresa... o Coronel se despencoudo
Rio de Janeiro só pra se cadastrar e me dizer ... “já sabia que você (João
Carlos Vespúcio) era mais que um funcionário público e que a história dos
Cemitérios jamais seria esquecida pois via em minha pessoa o perfil certo para
tal missão.
Estava
me preparando para falar sobre isto, pois a sua viagem me deixou muito triste.
Perdi não só um amigo, mais um confidente, um admirador, um exemplo.
Hoje,
mais forte um pouco, só tenho a agradecer a ele por cada visita, cada
telefonema, cada carta, pois nos correspondíamos assim... que eram duradouras e
muito boas.
Agradecer
também por considerar minha família, com um carinho enorme, em cada visita não
deixava de agradar nenhum de meus filhos e chamá-los pelo nome, se inteirar da
vida escolar e pessoal deles.
Sentirei
falta de nossas conversas me apegarei nas cartas e mensagens escritas quando a
saudade apertar.
O
mundo perdeu um membro, o país um homem, o estado um desbravador, o município
um historiador apaixonado e eu perdi um amigo, um exemplo de pessoa que vivia
com intensidade e humildade suas paixões.
Pra
sempre no meu coração e de minha família ... Coronel Gilberto de Freitas.
Cemitério de Baiões

Após receber a notícia dos moradores da Comunidade de Baiões, que o muro do Cemitério desta comunidade havia caído, o Setor da Funerária e Cemitérios Municipais imediatamente enviou à comunidade um funcionário para que pudesse avaliar o estrago e já fazer a tomada de avaliações quanto aos materiais e custos da obra, para assim começar os procedimentos.
Desde então, o setor da Funerária e Cemitérios Municipais contou com o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano que providenciou a compra dos materiais e não mediu esforços para que tudo desse certo e com isso o Setor pudesse firmar o compromisso com a comunidade que o muro seria reconstruído conforme o desejo dos mesmos, sem custos nenhum à comunidade, com execução total dos serviços dos funcionários do Setor da Funerária e Cemitérios Municipais.
Hoje, podemos então entregar à Comunidade o muro reconstruído. O setor tem realizado suas atribuições sempre com a certeza do dever cumprido e com isso continua acreditando que: “... Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam suas mãos para cuidá-las...”temos como hábito servir ... e servir bem..
quinta-feira, 23 de abril de 2015
CEMITÉRIO
PARQUE DA SAUDADE
Teve
inicio suas atividades em 23 de dezembro de 1996, localizado no Bairro Cidade
Nova, o cemitério denominado PARQUE DA SAUDADE, trata-se de uma obra da administração do Sr. Prefeito Juarez Carvalho. O cemitério teve sua inauguração
em um momento certo, pois os outros cemitérios urbanos já não comportavam mais
a demanda existente na época de sepultamento, pois já existia um congestionamento
de túmulos nos cemitérios do Santíssimo e do Rosário construídos e utilizados a
mais de 100 anos.
A área
total do empreendimento é de 17.000 mil metros quadrados, com toda infraestrutura.
O
projeto arquitetônico e regulamentação de funcionamento foram baseados em
cemitérios considerados modelos na região
Para
que tivéssemos esta formidável obra em nossa cidade, um cemitério considerado
hoje o melhor e mais moderno da região, destacam-se na administração da época:
Prefeito Municipal: Juarez Eufrásio
de Carvalho
Secretário de Saúde: Dr.
Alberico Salazar Neto
Secretário de Obras: Edilson
Alves Pereira
Secretario de Fazenda: José Aluísio
Baptista de Souza
Procurador Municipal: Josiel
Carrilho Machado
Marcas
deixadas que fazem a diferença na história. - João
Carlos Vespúcio
A ideia e mostrar o trabalho e a dedicação da equipe para as melhorias que a população formiguense merece e a dignidade de seus entes.
QUADRA DO ASILO E NATIMORTOS
O amor e dedicação, feitos no dia a dia sem medir esforços. Trabalhos e melhorias entregues a população todos os dias com pequenas e grandes mudanças e edificações.
CASTORA
José Ovídio, apelidado de “CASTORA”,
obteve este apelido devido ao nome de sua mãe Sra. Castorina Maria de Jesus, era uma pessoa muito conhecida na cidade.
Na
lembrança da população fica sempre marcada seus mergulhos no Rio Formiga de
madrugada para tomar banho, esta era sua rotina diária e maior passa tempo, costumava
pular da ponte do Engenho de Serra, era considerado um bom nadador, gostava
mesmo de nadar em tempos em que o rio estava cheio, com exoradas fortes, era
um especialista nesta façanha.
Fazia questão de cumprimentar a
todos, acenando e expedindo um sorriso cativante. Os atiradores do Tiro de
Guerra o apelidaram de “Patriota”, pois quando a tropa desfilava pela cidade
ele fazia posição de sentido, batia continência e ainda cantava o Hino Nacional
nas cerimônias militares.
Todo dia ia à Fazenda do Sr. Aureliano (hoje
Policia Civil) e ali bebia muito leite que lhe era ofertado. Sua alimentação
diária era feita pelas ruas, voltava para casa de tardizinha, carregando sempre
muito papeis, papelões e outras coisas sem valor e depositava tudo isto debaixo
de sua cama, quando sua casa enchia de tanto lixo, familiares e amigos faziam a limpeza.
Quando o cabelo e a barba do Castora
estavam muito grandes, para conseguir cortá-los, o Sr. Caixa tio do mesmo,
tinha que chamar a policia para prendê-lo, para que pessoas já acostumadas com
ele fizessem o corte e logo era solto novamente, esta rotina sempre acontecia
sem agressões e não tinha muito tumulto.
Falavam que a maneira mais fácil de
conseguir chegar perto dele, era só possuir nas mãos um pedaço de caçarola,
alimento que ele apreciava muito.
Faleceu dia 04 de janeiro de 1983,
com uma morte trágica, atropelado por um trem perto da Fazenda do Sr Aureliano,
foi sepultado no Cemitério do Rosário, Túmulo . 792 – Quadra ‘’I”.
História - João Carlos Vespúcio
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